Este número contradiz os dados por um advogado do Departamento de Justiça, que no decurso de uma audição hoje no tribunal federal da Virgínia sobre esta proibição referiu que cerca de 100.000 vistos foram revogados.
O Departamento de Estado esclareceu que os números divulgados incluem vistos diplomáticos e outros que estavam atualmente isentos de proibição de circulação, assim como os vistos que expiraram.
Trump assinou no passado dia 27 de janeiro um decreto presidencial que impede a entrada nos Estados Unidos durante três meses aos cidadãos do Iraque, Irã, Iémen, Líbia, Somália, Sudão e Síria, no âmbito de um pacote de medidas para proteger o país de "terroristas radicais".
A controversa ordem presidencial também suspende durante 120 dias o programa de acolhimento de refugiados.
No entanto, e segundo a agência noticiosa Efe, que cita o advogado Simon Sandoval-Moshenberg, cerca de 100.000 pessoas já terão sido alvo do veto migratório do Presidente norte-americano.
Esta informação foi revelada durante uma audiência a uma petição apresentada pelos advogados de dois irmãos iemenitas que chegaram no passado sábado ao aeroporto internacional de Dulles (arredores de Washington), e foram deportados num voo para a Etiópia devido à ordem executiva de Trump.
O advogado do Governo, Erez Reuveni, do Gabinete de Litígios de Imigração do Departamento de Justiça, disse por sua vez que não podia dizer quantas pessoas com vistos foram reenviadas para os seus países e origem através de Dulles.
No entanto, Reuveni indicou que todas as pessoas com autorizações de residência que desembarcaram neste aeroporto puderam permanecer nos Estados Unidos.
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